Falar que as organizações precisam
de inovação ou criatividade já é
algo muito comum em tudo o que
envolve a área de Recursos Humanos.
O momento agora deve ser outro...
” Vamos substituir toda a teoria
pela prática? “
Quando falamos em ação, estamos
falando em realizar algo novo, por
isso vamos procurar nos atentar
apenas aos resultados. Não importa
se estamos falando de uma micro ou
pequena empresa, ou até mesmo de uma
organização de grande porte.
Primeiramente, podemos começar
verificando se a sua empresa tem
realizado avanço no que tange aliar
divulgação do produto / serviço com
uma tecnologia que proporcione
facilidade e qualidade no
atendimento. Só que vamos falar da
tecnologia que precisa ter como
primeiro ingrediente: a comunicação
abrangente no contexto
organizacional; afinal, não podemos
esquecer que antes da tecnologia,
vem a informação e só temos
informação através da comunicação.
Será que por diversas vezes, algum
resultado esperado, não foi apenas
atropelado pela falta de
estruturação de toda a empresa, ou
melhor, dizendo, será que etapas não
foram puladas?
Para isso, é necessário que nos
atentemos a dois aspectos: custo e
investimento. Não podemos esquecer
que a melhor divulgação de um
produto, se dá pelo seu colaborador,
pois ele é o seu primeiro cliente, a
pessoa que terá contato direto com o
consumidor final. Ou seja, por que
não investir em oportunidade de
carreira, premiações,
reconhecimento?
Quando falamos em oportunidade de
carreira, muitos empresários têm
como primeira opção recuar, visto
que se lembram que novas funções
combinam com novos salários... Mas
por que, só novos salários?
Se pararmos por um instante para
raciocinarmos sobre quais seriam as
necessidades do ser humano, nos
lembraremos que uma das grandes
necessidades é a de sermos
valorizados enquanto pessoas capazes
de realizar nossas tarefas diárias,
e porque não dizer, dos desafios que
nos são propostos.
Diante desta necessidade, qual é o
custo da seguinte frase:
- Parabéns, você realizou um
excelente trabalho!
Acredito que sua resposta foi
nenhum!
Quantas vezes esquecemos de combinar
o que chamamos de estratégia
organizacional, com a simplicidade
do reconhecimento! Por muitas vezes,
já presenciei organizações
investindo em softwares caríssimos,
novas tecnologias, e se esquecendo
do principal: “o ser humano”.
A tecnologia somente dá resultado,
quando aliada à comunicação verbal.
E como as empresas se esquecem dela!
A Mecanização das informações já se
tornou tão rotineira que mal nos
atenta ao fato de que o ser humano
precisa se comunicar; se expressar.
Um líder, por exemplo, pode se
expressar com um “bom dia”
diferenciado. Esse “bom dia” pode
vir acompanhado de simpatia, e até
mesmo de um pequeno diálogo, com
perguntas ao colaborador
relacionadas à sua vida fora da
empresa.
O que é mais interessante, eu posso
lhe garantir, com apenas um “bom
dia” desses, sua organização
realizou um grande investimento! O
investimento de saber lidar com o
outro, e o que é mais importante,
fez isso através de seus próprios
líderes.
Quis dar esse exemplo, pois fica
muito fácil colocarmos os paradigmas
na frente das facilidades, partindo
do pressuposto de que é costume
criarmos entraves nas visões tão
mecanizadas que já temos em nosso
cotidiano. Por isso, utilizar o
ditado: “Nem sempre o que parece,
é”, se torna muito pertinente em
diversas situações.
Dessa forma, é importante que dentre
os novos modelos de Gestão de
Pessoas que o mercado exige e a
constante modernização da nossa
tecnologia, você enquanto
empresário, enquanto líder, possa se
fazer uma constante pergunta:
- Sua organização ou você, exercita
a comunicação verbal?
Se a sua resposta for sim,
compreenderemos que existe troca de
informações, interação, ambiente
organização saudável; mas se a
resposta for não, a hora de realizar
uma ação efetiva, começa agora!
Não adianta termos a tecnologia mais
sofisticada sem uma gestão eficaz,
onde prepondere o respeito às
potencialidades e necessidades de
cada indivíduo. Esse respeito começa
pela simplicidade de saber ouvir e
pelo diferencial competitivo que só
aparece quanto aprendemos a
interpretar as necessidades
internas, como predicados para
atingirmos o cliente final.
Se formos classificar os
consumidores de hoje,
compreenderemos que eles não compram
somente sua tecnologia; o primeiro
fato nos quais se atentam é à sua
qualidade, e não podemos esquecer
que quem irá demonstrá-la é o seu
colaborador, que independente do
cargo que tenha, participou da
compra de matéria-prima ou do
processo de produção, ou ainda, do
controle de qualidade e da venda, e
será também ele que irá conquistar a
confiança do seu cliente.
Por isso, esqueça a mecanização do
“$” (cifrão)! Quando lhe falarem de
custo e investimento, lembre-se que
não há custo para reconhecer e
valorizar; ao mesmo tempo em que seu
funcionário precisa do investimento
que lhe agregue conhecimento e
desenvolvimento de habilidades, ou
mesmo que lhe dê oportunidades. Essa
sim, é a grande chave do sucesso!
Simone do Nascimento da
Costa
Universidade Metodista de São
Paulo
Graduação Tecnológica em Gestão de
Recursos Humanos