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Há
pessoas que são extremamente
resistentes às mudanças. Há aquelas
que são em menor escala. Certo, podemos
concordar, ser resistente à mudança é
uma característica do ser humano. Todos
o são, em maior ou menor escala.
Basta que surja na nossa empresa, nossa
escola, nossa casa, alguma notícia que
sugira a possibilidade de que algum
processo vai mudar, de que o setor em
que trabalhamos será reestruturado, de
que os nomes das nossas funções serão
trocados, que lá vem a resistência.
Temos grandes dificuldades com o novo,
com as alterações. Se alguém pensar
em mexer naquilo que estamos
acostumados, a posição da nossa mesa
de trabalho, os números de telefones,
coisas insignificantes, e já o
fuzilaremos, ao menos mentalmente.
A resistência à mudança é,
normalmente, fruto do medo do
desconhecido, do novo. Tudo que venha a
alterar o status quo nos agride,
nos coloca em perigo. É necessário que
tenhamos motivação para mudança, que
algo nos estimule, nos impelindo ao
desconhecido. Daí, não tendo saída,
encaramos o novo e gostamos do resultado
na maioria das vezes.
Mas
isso tudo, a falta de motivação como
motivo para a resistência à mudança e
o motivo desta, são um contra senso,
idéias antagônicas com a nossa
natureza. Somos um organismo em
constante mudança pra renovação e
manutenção.
Somos novos a cada sete anos, devido à
renovação celular que nosso organismo
promove. Somos diferentes a cada ano por
nossas conquistas escolares, nossos
passos dados no rumo do diploma escolar,
novos nos cargos que ocupamos, enfim.
Podemos até dizer que somos, a cada
dia, uma nova pessoa, fruto de todas as
interações que vivenciamos no dia
anterior. Ou não?
A cada dia, devido às nossas
relações, devido aos caminhos que
escolhemos, ou que escolhem por nós e
que aceitamos, nos modificamos,
evoluímos, adaptamos, conformamos.
Então, se a cada dia que surge,
surgimos de forma diferente, por que
motivos a resistência às mudanças que
se nos propõem na vida profissional?
Por que motivos resistir, temer mesmo,
as mudanças propostas?
É certo que o mundo está mudando
rapidamente, sempre esteve em
evolução, tratemos, pois, de
reconhecer seus sinais, suas
necessidades e aceitar, de forma livre e
aberta, que participar das mudanças é
muitíssimo melhor que resisti-las e
sofrê-las.
Portanto
convidamos: Vamos à ação! Temos de
buscar motivos para a ação,
buscar motivação, mas não em outros e
sim em nós mesmos. Podemos buscar
estímulos que nos despertem, nos tirem
a resistência e então aceitaremos cada
novo desafio de mudar.
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