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Metas
e Objetivos
É
fundamental que a empresa trace um plano
de metas para a pesquisa; o que a
empresa busca com a pesquisa e que
respostas terá condições de dar a
seus colaboradores. De nada adianta
saber a situação do Clima na empresa e
possivelmente ainda das causas, se nada
será feito a respeito.
A
empresa pode ter por meta apenas medir a
satisfação para que esta medida sirva
como referencial para o início de um
planejamento. Isto deve, entretanto,
estar claro para os colaboradores. Eles
ficarão cientes de que respostas ou
ações virão com o tempo, não de
imediato, e também vão gostar de saber
que estão fazendo parte, de alguma
forma, da construção de um trabalho na
empresa em prol do benefício de todos.
Outras
metas podem ser buscadas como entender
possíveis problemas entre turnos,
defeitos em excesso nas linhas de
produção, não cumprimento de prazos,
absenteísmo e, ainda, para direcionar
futuros planos que a empresa possa ter
averiguando como serão aceitos pelo
pessoal.
De
toda forma, qualquer que seja a meta
traçada, é recomendável que o
objetivo seja do conhecimento de todos
os envolvidos: pesquisadores e
pesquisados.
Elaboração
Após
alinhar as metas e objetivos para
buscar resultados positivos em relação
ao Clima Organizacional, é hora de
partir para a elaboração da Pesquisa.
Esta tarefa é delicada, embora não
seja muito complicada em sua
formatação.
A
base para a elaboração do
questionário pode ser uma pesquisa
realizada previamente. Esta, feita na
forma de perguntas abertas e por
amostragem aleatória, vai dar base e
fundamento para o questionário com
questões objetivas, mais fácil de
implementar e de tabular os resultados.
As
questões não podem ser diretivas,
levando a respostas esperadas, nem ter
teor de intimidação. Ambos os casos
resultaria um trabalho inútil. Muito
importante deixar clara a
impossibilidade de identificação de
quem respondeu o questionário. Isto
leva a respostas mais verdadeiras e
trás resultados mais satisfatórios.
Lembrem-se!
De nada adianta elaborar uma pesquisa,
envolver todos os colaboradores, ocupar
tempo e recursos, se a pesquisa não
dará respostas reais sobre a
organização. Se assim for, melhor que
nada seja feito.
Recordando,
uma boa base para a elaboração do
questionário é uma pesquisa simples,
por amostragem, questões abertas,
aplicado de forma não identificada.
Estas respostas darão pistas sobre a
situação e base para a elaboração
das questões objetivas. Outra opção
é se a empresa pretende avaliar a forma
de aceitação da implementação de uma
nova rotina ou processo. As questões
são dirigidas a esta questão, sem que
sejam diretas.
Aplicação
da Pesquisa
Questionário
elaborado, tudo pronto, certo? Ainda
não, é preciso planejar a aplicação
da pesquisa para que ocorra de forma
tranqüila e tire uma foto da real
situação. Isto quer dizer que uma
pesquisa aplicada ao longo de um tempo
pode resultar em respostas inexatas.
Vejamos
a situação de aplicarmos a pesquisa,
com o intuito de não atrapalhar a
rotina da empresa, ao longo de mais de
um dia e fazendo por setores ou
departamentos. Isto traria graves
conseqüências ao resultado. Haveria,
certamente, comentários a respeito das
questões e intenções e isto tiraria a
veracidade das respostas de quem ficasse
para responder por último.
É
importante planejar a aplicação da
pesquisa para que seja realizada num
espaço muito curto de tempo e,
preferencialmente, num mesmo dia
dependendo do tamanho da organização.
Para empresa com um número muito grande
de colaboradores, os questionários
poderiam ser elaborados diferentes para
aplicação em dias ou equipes diversas.
Cabe salientar que, mesmo o
questionário sendo diferente na forma,
não pode ser no conteúdo. As questões
devem ser elaboradas visando saber a
mesma coisa, mas com formas diferentes
de perguntar. Vale também a pesquisa
por amostragem, levando em conta a
significância da amostra.
FEEDBACK
Conceito
Antes
de entrarmos no assunto feedback
é importante conceituar o termo.
Entendemos feedback como retro-alimentação,
ou dar retorno, ou ainda comunicar
sobre o resultado de uma ação ou
processo, bem como sobre informações
relevantes que, se fornecidas às
pessoas certas, da forma correta e no
tempo certo, podem melhorar e assegurar
a eficiência do negócio e a vantagem
competitiva.
Devemos
frisar também que há algumas
diferenças significativas entre o que
é ou não feedback. Para
explicar melhor, dar feedback é:
-
Descrever
a sua opinião e não a dos outros;
-
Ter
base no presente com vista para o
futuro e não no passado;
-
Solicitar
ao invés de impor;
-
Se
basear em fatos reais e concretos.
O
feedback pode ser pessoal ou para
um grupo de pessoas. No caso de uma
Pesquisa de Satisfação, com o intuito
de avaliarmos o Clima da Organização,
o feedback será dado de forma
geral não personalizando em alguém.
Como
dar respostas
Quando
damos feedback a pessoas de forma
individual, temos que saber lidar com
algumas possíveis situações
referentes à forma como será a
receptividade: resistência,
terceirização da culpa, descontrole
emocional, dificuldade em ouvir,
imaturidade, sensibilidade, entre
outras. Nesta situação é recomendada
a fórmula de iniciar o feedback
com pontos positivos encontrados, para
que quem o esteja recebendo se abra para
ouvir as questões não tão favoráveis
que possam ser ditas. A seguir falamos
as questões a melhorar, com esta
ênfase, e encerramos com mais dados
positivos. É o que podemos chamar de feedback
sanduíche, ficando o recheio como
pontos negativos, ou melhor, pontos a
melhorar ou desenvolver.
De
toda forma, mesmo que o feedback a um
grupo não torne nada pessoal podendo
criar problemas, é importante colocar
as questões encontradas de forma
imparcial e com cuidado. O retorno deve
ser planejado sob pena de criarmos um
clima ruim com as respostas ao invés de
buscar o crescimento e melhora do clima
organizacional.
A
mesma forma de sanduíche é muito
aconselhada não trazendo
constrangimento a ninguém e mantendo a
expectativa positiva do pessoal em
relação aos possíveis ganhos com o
trabalho.
Pedir
sugestões
A
Pesquisa de Satisfação do pessoal,
objetivando a medição do Clima
Organizacional, busca subsídios para
sua melhora ou manutenção, caso esteja
em alto nível. Desta forma a
participação dos colaboradores na
construção dos planos é a primeira
maneira de levantar a satisfação do
grupo.
A
oportunidade é ímpar e não pode ser
desperdiçada. Ao dar feedback ao grupo
sobre uma pesquisa que nos dá as
respostas deles mesmos, não podemos
questionar o grande potencial que eles
tem de apontar caminhos para a melhoria,
dando sugestões de atividades a serem
planejadas e desenvolvidas. Mais do que
oferecer uma oportunidade de sugerir
melhorias, devemos pedir as sugestões
ao grupo.
As
sugestões, nesta situação, não devem
ser colhidas de forma indeterminada no
tempo. Ao contrário da caixa de
sugestões para os processos de rotina
que fica à disposição do grupo (se a
empresa tiver esta rotina), aqui é
importante abrir uma caixa específica e
dar um prazo para as respostas.
Estaremos,
assim, valorizando o empenho em cumprir
o prazo, confiando na qualidade das
respostas e dando valor às pessoas.
Lembrando:
as sugestões têm de ser levadas em
conta ao elaborar o plano de ação!!!
PLANO
DE AÇÃO
Elaborando
o Plano
Partimos
do princípio que uma organização não
iria desperdiçar tempo e recursos
fazendo uma pesquisa inútil. Assim
sendo tal organização deverá elaborar
um Plano de Ação para seguimento aos
trabalhos a respeito da manutenção ou
melhora do Clima Organizacional.
O
Plano deve, primeiramente, levar em
conta as sugestões do pessoal
envolvido, as respostas da pesquisa e a
opinião dos Analistas de Recursos
Humanos. Todos verão no plano que será
apresentado se foram levadas em conta as
respostas do pedido de Sugestões.
O
Plano de Ação deve se basear em três
ingredientes distintos: as respostas
dadas à pesquisa; coleta das
sugestões; senso de oportunidade para
melhorias. E deve ser colocado em
etapas, a saber: elaboração,
apresentação, implementação e
monitoramento. É o PDCA aplicado ao
Plano de Ação para a melhoria do Clima
Organizacional.
O
Planejamento foi feito nas primeiras
etapas do processo que resultaram neste
plano e ainda na sua elaboração. Na
etapa de Fazer (Do) entram a
apresentação e a implementação
propriamente dita; o Controle ou
monitoramento tem que ser uma
constância para o sucesso e,
finalmente, as Ações necessárias para
correções de rumo devem ser levantadas
e implementadas baseadas no
monitoramento do processo.
O
plano deve ser apresentado e
implementado com prazo para
reavaliação. Dependendo do tamanho da
Organização, número de colaboradores
e plantas existentes, este prazo pode
ser o de um exercício anual. A
apresentação se daria num encerramento
anual com celebração de resultados,
oportunidade ótima para motivar o
grupo, com prazo para reavaliação e
elaboração de novo plano a ser
apresentado no próximo evento similar.
Novo
feedback
Ao
apresentar o Plano de Ação, a
Organização não pode perder a
oportunidade de apresentar um novo
feedback ao grupo. Desta vez, somente
positivo, pois vai apontar de que forma
foram aproveitadas e validadas as
sugestões do grupo de colaboradores.
Nesta
situação, salientar onde entraram as
sugestões, demonstra a preocupação e
empenho da empresa com seus
colaboradores. Aliás, cabe aqui
salientar que uma empresa é
constituída de pessoas,
fundamentalmente! As máquinas e
recursos são todos acessórios à
empresa.
Esta
resposta ao grupo, então, se constitui
na valorização e demonstração da
intenção da direção no sentido do
bem comum, que deve ser causa de todos
que constituem uma organização.
Implementação
do Plano
Tudo
pronto, plano traçado com base nas
necessidades e sugestões levantadas,
via pesquisa ou caixa de comunicação
com o grupo de colaboradores, está no
hora de implementar o plano.
A
apresentação deste já faz parte de
sua implementação, visto ser uma
oportunidade de dar a partida de forma
totalmente positiva e motivadora. O
plano é como um organismo que vai se
mover e se desenvolver com o tempo.
Terá fases de altas atividades e
mudanças e outras de menor impacto
perceptível.
O
plano deve apresentar o que será feito
e em que datas será iniciada cada
etapa. Pode estar previsto, por exemplo:
abertura de banco de oportunidades,
caixa de sugestões com premiação e
criação de plano de saúde. É
importante a Organização colocar tudo
de forma clara, incluindo aí o
investimento que fará em cada item e as
datas em que serão iniciadas cada
etapa.
A
Organização deve monitorar as
atividades e apresentar permanentemente
ao grupo os ganhos que estão sendo
sentidos. Estes podem ser numéricos ou
não. Por exemplo, se fizer parte do
Plano de Ação, a criação de um plano
de saúde para os colaboradores
extensível a familiares, podem ser
apresentados números referente à
utilização do mesmo de forma geral.
Este será um dado numérico. O dado
não numérico seria a satisfação do
colaborador com a tranqüilidade que lhe
terá sido dada em relação a seus
familiares.
CONCLUINDO
A
área de Recursos Humanos deve estar
aparelhada para tal objetivo, estes
devem estar claros e divulgados e ainda,
a pesquisa somente deve iniciar se a
organização tem capacidade e
intenção de levar a cabo ações que
resultem em resposta ao que for ouvido
dos colaboradores.
No
mais, o Gerenciamento
e Pesquisa de Clima Organizacional
podem auxiliar a organização em
melhorias de todo o tipo: produtividade,
meio ambiente e lucratividade. |